Robson Poeta
Texto e concepção dramatúrgica.

“Se a dor não vira espetáculo, ela vira travessia.”
Espetáculo teatral solo construído a partir da memória de Dina, uma mulher negra cuja trajetória atravessa infância, juventude e maturidade. O centro da obra é a passagem da sobrevivência para a vida, com uma encenação essencial apoiada no corpo da atriz, na luz, no som, no silêncio e no espaço.
Dossiê artístico autoral e texto integral revisado. Não há número de registro da Biblioteca Nacional publicado nesta página.
Dina começa diante de uma pia imaginária, lavando pratos, e percebe que objetos podem ser limpos até apagar os rastros do que aconteceu. Com pessoas, não é assim.
Depois de fugir de uma situação de violência e crescer em acolhimento institucional, ela encontra no estudo, no trabalho e no cuidado uma maneira de reconstruir a própria vida. Ao tornar-se cuidadora e depois enfermeira, descobre também que quem cuida precisa ter o direito de ser cuidado.
Texto e concepção dramatúrgica.
Concepção de luz integrada à dramaturgia.
Criação sonora pensada como parte da narrativa.
Produção do projeto.
Operadora e técnica de montagem.
Dina será interpretada por uma atriz; direção ainda não definida no dossiê.
A proposta espacial parte de um banco ou cadeira, uma pequena mala e a possibilidade de um prato real ou imaginário. Presente e memória se atravessam sem a necessidade de reconstruir realisticamente cada ambiente.
O percurso de Dina atravessa infância, fuga, acolhimento, trabalho, estudo, profissão, cuidado, luto, afeto e reconstrução.
O projeto afirma uma ética clara: nomear o que precisa ser nomeado sem transformar a personagem em sinônimo do trauma. A dramaturgia devolve a Dina a autoria sobre a própria vida.
Mãe Preta não é uma obra sobre a exposição da violência. É uma obra sobre aquilo que uma mulher constrói depois dela.
Teatro, música, eventos, projetos, oficinas e propostas profissionais.
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