Capa de Mãe Preta
Monólogo teatral · 2026

Mãe Preta

“Se a dor não vira espetáculo, ela vira travessia.”

Espetáculo teatral solo construído a partir da memória de Dina, uma mulher negra cuja trajetória atravessa infância, juventude e maturidade. O centro da obra é a passagem da sobrevivência para a vida, com uma encenação essencial apoiada no corpo da atriz, na luz, no som, no silêncio e no espaço.

1 atriz19 páginas de dramaturgia10 páginas de dossiêSalvador · Bahia · 2026

Dossiê artístico autoral e texto integral revisado. Não há número de registro da Biblioteca Nacional publicado nesta página.

Autoria: Robson POETA.

Nota de conteúdo: a dramaturgia aborda violência sexual sofrida na infância, descrédito familiar, acolhimento institucional e luto. A proposta do texto evita transformar a violência em espetáculo e desloca o foco para dignidade, escuta, cuidado e reconstrução.
Apresentação

Da sobrevivência para a vida.

Dina começa diante de uma pia imaginária, lavando pratos, e percebe que objetos podem ser limpos até apagar os rastros do que aconteceu. Com pessoas, não é assim.

Depois de fugir de uma situação de violência e crescer em acolhimento institucional, ela encontra no estudo, no trabalho e no cuidado uma maneira de reconstruir a própria vida. Ao tornar-se cuidadora e depois enfermeira, descobre também que quem cuida precisa ter o direito de ser cuidado.

Ficha artística

Uma dramaturgia pensada junto com a cena.

Dramaturgia

Robson Poeta

Texto e concepção dramatúrgica.

Iluminação

Robson Poeta

Concepção de luz integrada à dramaturgia.

Trilha original

Robson Poeta

Criação sonora pensada como parte da narrativa.

Produção

Juliana Souza

Produção do projeto.

Operação e montagem

Joice Salles

Operadora e técnica de montagem.

Direção / Atriz

A definir

Dina será interpretada por uma atriz; direção ainda não definida no dossiê.

Concepção

Poucos objetos. Memória, luz e corpo.

A proposta espacial parte de um banco ou cadeira, uma pequena mala e a possibilidade de um prato real ou imaginário. Presente e memória se atravessam sem a necessidade de reconstruir realisticamente cada ambiente.

O percurso de Dina atravessa infância, fuga, acolhimento, trabalho, estudo, profissão, cuidado, luto, afeto e reconstrução.

O projeto afirma uma ética clara: nomear o que precisa ser nomeado sem transformar a personagem em sinônimo do trauma. A dramaturgia devolve a Dina a autoria sobre a própria vida.

Mãe Preta não é uma obra sobre a exposição da violência. É uma obra sobre aquilo que uma mulher constrói depois dela.

Produção · contato

producao@robsonpoeta.com.br

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