Sinto o vento levando o tempo de mim
Sinto os cabelos brancos dizendo
Que eu já tô perto de um fim
Tudo vai se modificando
Quem fica, vai ficando
Quem muda, planejou um novo plano
Nesse templo em que a gente vive
A gente vivencia
Mas nem tudo se absorve
Nem tudo se explica
O mundo gira sem pedir licença
A mente pesa, mas o peito pensa
Entre o que acaba e o que começa
Eu sigo tentando entender
A gente segue em busca de algo
Que faça o peito acreditar
Algo concreto pro ego
Mas leve pra alma aguentar
Se o tempo leva, eu me encontro
No que ainda faz sentido
Nem tudo é dito, nem tudo é lido
Mas tudo é sentido
Seguimos em busca de algo
Que nos deixe pensando
Pra alimentar a fome do cérebro
Que nunca dorme sonhando
Quer ser alguém no mundo
Sem se perder de si
Quer deixar alguma marca
Antes do vento nos consumir
Talvez viver seja isso
Aceitar o inacabado
Nem tudo é resposta
Nem tudo foi planejado
A gente segue em busca de algo
Que faça o peito acreditar
Algo concreto pro ego
Mas leve pra alma aguentar
Pro mundo, pra quem ficar esperto
Pra quem ainda quer sentir
Se o tempo passa por mim
Eu aprendo a existir
Robson POETA