Ê…
Tem dia que aperta…
Mas a fé não quebra.
A conta venceu antes do mês virar
O bolso vazio começa a falar
O mundo cobra sem perguntar
E a mente corre sem sair do lugar
Notícia ruim chega sem bater
O medo senta pra conversar
Quando a fé treme, eu aprendo a ver
Que até o chão pode ensinar
Quando tudo pesa na mão
E o silêncio grita não
Eu respiro, bato o pé
Chamo o nome de quem me mantém de pé
A minha conta partiu
O meu orixá se buliu
E eu fiquei na tensão!
Aperta aqui, dói ali
Mas não solto a mão
A minha conta partiu
O meu orixá se buliu
E eu fiquei na tensão!
Tem olho seco de tanto chorar
Tem riso falso pra disfarçar
Quem nunca pensou em parar
Mas levantou só por acreditar?
Entre o boleto e a oração
Entre a raiva e a gratidão
Eu aprendi a caminhar
Mesmo sem saber onde vai dar
Se a noite insiste em ficar
Eu faço o dia esperar
Meu corpo cansa, mas eu sei
Quem me guia não dorme, eu sei
A minha conta partiu
O meu orixá se buliu
E eu fiquei na tensão!
Aperta aqui, dói ali
Mas não solto a mão
A minha conta partiu
O meu orixá se buliu
E eu fiquei na tensão!
Respira…
Não é o fim
Se balançou
Foi pra acordar em mim
Quem tem fé não cai só
Quem tem chão sempre vai
Na queda eu aprendi
Que eu sou mais do que o caos me traz
A minha conta partiu
O meu orixá se buliu
Mas eu sigo em oração!
Se a vida fecha a porta
Eu entro pela canção
A minha conta partiu
O meu orixá se buliu
Mas eu não caio no chão!
Na tensão eu me achei
Na pressão eu cresci
Se doeu, me ensinou
E a fé… me segurou.
Robson POETA