O amanhã não nasce pronto. Ele acorda pequeno, quieto, escondido atrás da última estrela da madrugada.
O amanhã é uma criança invisível que aprende com tudo o que fazemos hoje.
Cada palavra vira estrada. Cada escolha vira ponte. Cada abraço sincero empurra o mundo um pouco mais pra luz.
Talvez amanhã existam carros voando, cidades inteligentes, céus iluminados por drones e máquinas falando como gente. Mas nada disso terá valor se faltar humanidade dentro do peito.
O amanhã sonha com pessoas menos vazias e mais presentes. Menos perfeitas nas fotos e mais verdadeiras na vida.
Quem sabe amanhã a pressa perca força, o amor volte a ser simples e o silêncio deixe de assustar.
O amanhã não quer heróis de ferro. Quer coragem pequena: alguém pedindo desculpas, alguém segurando outra mão, alguém desistindo de machucar.
Talvez o futuro mais bonito não seja o mais tecnológico. Talvez seja apenas um lugar onde ninguém precise fingir felicidade para ser aceito.
E quando o amanhã finalmente chegar, ele vai olhar para trás e perguntar baixinho:
“Vocês construíram esperança… ou apenas sobreviveram?”
Por isso hoje ainda importa. Porque o amanhã está escutando tudo.
Robson POETA
POEMAS 2025