2025 chegou correndo, com telas acesas antes do sol nascer, gente sorrindo em vídeo curto e chorando em silêncio no quarto escuro depois da meia-noite.
O mundo ficou mais rápido, mas o coração continua andando descalço, procurando abraço verdadeiro no meio de notificações, promessas e conexões sem toque.
Em 2025, aprendemos a conversar com máquinas, mas ainda desaprendemos a olhar nos olhos sem pressa.
Teve guerra dentro das pessoas, mesmo quando a rua parecia calma. Teve ansiedade vestida de produtividade, solidão fantasiada de independência e saudade morando em casas cheias.
Mas também teve beleza.
Teve mãe acordando cedo para sustentar sonho de filho. Teve artista cantando dor até transformar lágrima em aplauso. Teve criança dançando na chuva como se o mundo ainda fosse puro.
2025 mostrou que a vida não ficou fria — as pessoas só cansaram de esconder cicatriz.
E no meio de tanta fumaça digital, ainda existe alguém escrevendo poesia para lembrar que sentir continua sendo revolucionário.
Porque viver nunca foi sobre ter tudo. É sobre continuar, mesmo quebrado, mesmo cansado, mesmo sem entender o próximo capítulo.
A vida em 2025 é um coração tentando permanecer humano enquanto o mundo corre para virar algoritmo.
E talvez a maior coragem desse tempo seja continuar amando sem garantia nenhuma de retorno.
Robson POETA
POEMAS 2025