É de hoje que eu te vejo da janela e sinto o cheiro da pamonha do quintal.
O vento passa devagar, misturando saudade, milho cozido e lembrança de tempos simples.
Tem alguma coisa no cheiro da pamonha que parece abraço antigo. Como se a infância ainda morasse ali, escondida entre panela quente e risada de família.
Da janela eu vejo o fim da tarde pintando o céu de silêncio. Escuto rádio longe, passo lento na rua e a vida acontecendo sem pressa.
Hoje em dia o mundo corre tanto… mas o cheiro vindo do quintal faz o coração parar um instante só pra lembrar que felicidade também mora nas coisas pequenas.
Talvez viver seja isso: uma janela aberta, um vento carregando memória e alguém sorrindo sozinho por causa do cheiro de pamonha no ar.
Robson POETA
POEMAS 2025