O mar é paz da Gamboa. Chega manso na areia, lavando tristeza com água salgada e vento leve.
Na Gamboa, o tempo parece andar descalço. As ondas conversam baixinho com os barcos cansados que aprenderam a sobreviver no balanço da maré.
Tem cheiro de peixe fresco, de sol queimando devagar, de infância correndo livre pela beira da praia.
O mar da Gamboa não é só paisagem.
É conselho antigo. É silêncio que cura pensamento pesado. É abraço azul pra quem chega cansado da vida.
Ali, até a lua parece mais próxima. Refletindo no oceano como se o céu tivesse descido pra descansar junto do povo.
O pescador entende isso. Quem senta na areia ao entardecer também.
Porque existem lugares que não precisam falar alto pra tocar a alma.
E a Gamboa sabe.
O mar dela não grita. Só acalma.
Robson POETA
POEMAS 2025