No início não havia nada, apenas um sopro sem boca, um silêncio carregado de futuro.
E desse vazio nasceu o verbo, e o verbo acendeu a primeira centelha, e a centelha se multiplicou em sóis que jamais se contam.
Não tem rosto, mas cada rosto é reflexo seu. Não tem mãos, mas cada rio que corre traz a marca do seu gesto.
O homem o chama de mil nomes: Deus, Allah, YHWH, Waheguru… mas nenhum nome o prende. Ele é a ausência que sustenta, a presença que nunca se esgota.
É fogo que não consome, é água que não afoga, é vento que não se vê mas move tudo.
E quando o coração o busca, não encontra imagem, não encontra corpo — apenas um vazio imenso onde mora toda plenitude.
Robson POETA
POEMAS 2025