Lá vem o Código de Rua, mais alto que o carro do ovo! Trazendo informação, trazendo visão!
Verso 1 O povo acorda cedo, o sistema dorme tarde, a conta não fecha, a vida é alarde. Enquanto a TV vende paz no comercial, a quebrada sangra num ciclo real.
Menor com fone sonha com palco, mas o corre chama, e o futuro é ralo. Tanta promessa, mas cadê ação? É por isso que o rap é revolução!
Refrão Lá vem o Código de Rua, mais alto que o carro do ovo! Trazendo informação, trazendo visão!
Verso 2 Na viela é notícia quente, não de jornal, mas de quem sente. A polícia passa, a sirene grita, a favela reza, o céu acredita.
A voz do morro é tambor e corrente, é som de fé, não som de gente ausente. E quando o beat bate, a mente entende, que o saber da rua não se vende.
Ponte (falada / gritada) Não é fofoca, é manifesto! Não é moda, é protesto! Se a mídia cala, nós berra no verso, voz de quebrada, código diverso!
Refrão (final) Lá vem o Código de Rua, mais alto que o carro do ovo! Trazendo informação, trazendo visão! Da lama pra glória, da dor pra canção, é o grito da rua virando revolução!
Robson POETA
POEMAS 2025