Refrão (corrigido) Mãe de família chora consciente, vendo seu filho pô, põ, estirado ali na frente! Mãe de família chora consciente, vendo seu filho pô, põ, estirado ali na frente!
Verso 1 Era só mais um menino da escola, caderno na mão, esperança na sacola. Mas o tempo é cruel pra quem nasce sem sorte, um passo errado e a rua chama mais forte.
O dinheiro some, o sonho se atrasa, a fome visita, o crime abraça. “É só um corre”, disseram pra ele, mas a ambição apaga o que o bem revele.
Agora o beco é cenário de dor, a fita rodou, o amor chorou. E a mãe, sem chão, perdida em lamento, abraça o ar, tentando segurar o tempo.
Refrão Mãe de família chora consciente, vendo seu filho pô, põ, estirado ali na frente! Mãe de família chora consciente, vendo seu filho pô, põ, estirado ali na frente!
Verso 2 A rua foi escola, mas sem lição, ensinou o preço da tentação. Traição vem do lado, vem do irmão, quem sobe sem base, cai pro chão.
O menino que sonhava ser doutor, virou estatística do pavor. E a mãe com a foto, olhando o retrato, diz: “meu Deus, por que tão cedo esse fato?”
O padre reza, o povo comenta, mas só ela sente o peso da tormenta. E o eco da dor rasga o ambiente, “meu filho tá ali… estirado na frente.”
Ponte (falada / gritada, com peso de banda) Não é novela, é vida real, um ciclo sujo, um sistema fatal. Enquanto uns contam dinheiro e corrente, tem mãe de joelho, chorando consciente.
Refrão (final, com coro e emoção) Mãe de família chora consciente, vendo seu filho pô, põ, estirado ali na frente! Mãe de família chora consciente, vendo seu filho pô, põ, estirado ali na frente! A dor é fria, o grito é quente, e o sangue pinta a verdade da gente.
Robson POETA
POEMAS 2025