Refrão (original) De boca em boca, mais um tiro na boca, de mão em mão, mais um cadáver no chão. A rua fala baixo, mas o grito sufoca, fé no peito é meu colete, minha proteção.
Verso 1 Cidade dorme com o olho aberto, ninguém confia, ninguém é certo. Notícia vira sangue no concreto, criança cresce com medo e afeto. O som da sirene embala o sonho, enquanto o sistema compra mais um dono. O pobre ora, o rico planeja, mas quem tá na ponta é quem paga a conta inteira.
Refrão De boca em boca, mais um tiro na boca, de mão em mão, mais um cadáver no chão. A rua fala baixo, mas o grito sufoca, fé no peito é meu colete, minha proteção.
Verso 2 Tem mãe chorando no portão, tem santo virado no chão. Tem bala perdida achando razão, e justiça cega, de plantão. De esquina em esquina a verdade se esconde, quem manda cala, quem morre responde. Mas no olhar de quem resiste tem clarão, a rua grita pela salvação.
Ponte (gritada, com peso de banda) E quem não ouve o clamor, vai sentir o sabor da dor. A paz é artigo raro, mas a fé ainda é o disparo!
Refrão (final) De boca em boca, mais um tiro na boca, de mão em mão, mais um cadáver no chão. Mas se a rua sufoca, a arte provoca, voz e tambor — é revolução!
Robson POETA
POEMAS 2025