A cura não chega de uma vez, ela vem em prestações pequenas: um dia com menos dor, um sorriso que aparece do nada, uma música que não dói mais ouvir.
Tem recaída, tem tropeço, tem vontade de largar tudo e voltar pros velhos abismos conhecidos.
Mas a gente continua: faz terapia, faz oração, faz piada pra não chorar, e chora também, quando precisa.
Até que, num dia qualquer, a ferida vira história e você percebe que não dói onde já doeu demais.
Não é milagre, é insistência.
Cura é quando a gente escolhe viver, mesmo sabendo que pode doer de novo.
Robson POETA
POEMAS 2025