No coração da favela, um tambor ecoa,
É a batida do sonho que não mais se perdoa.
Entre vielas e becos, nasceu uma visão:
André Menegry com amor na missão.
Ergueu passarelas onde antes havia dor,
Plantou autoestima, colheu flor em flor.
Desfile não é só pose, é revolução,
É menino preto com a coroa na mão.
No Beleza Black, o palco e o altar,
Cada passo, um grito pra se libertar.
É a favela vestida de dignidade,
Desfilando amor, respeito e liberdade.
Ali, o espelho já não mente mais,
Menina preta se olha e vê os ancestrais.
Menino preto caminha com postura,
Sabendo que sua beleza é a estrutura.
Não é só moda — é manifesto e voz,
É um povo inteiro dizendo: “estamos por nós!”
É abrir caminhos onde antes fecharam,
É mostrar que os nossos também brilham, e brilharam.
E quando a luz bate e o sonho acontece,
André Menegrí sorri
porque sabe que merece.
Cada criança que pisa naquele chão
Carrega o peso leve de uma nova missão.
Beleza Black é semente e é raiz,
É a favela erguida, é o povo feliz.
É o corpo preto em festa, é a dança e é a fé,
É Salvador dizendo: “nós somos Axé!”
Robson POETA
POEMAS 2025