Analu é preta, mas não é só cor, é caminho, é história acesa na pele.
É delicada, mas não se engane: carrega terremotos quietos no centro do peito.
É meiga, dessas que falam baixo e mesmo assim colocam tudo no lugar.
É sincera, olho no olho, palavra limpa, sorriso verdadeiro que clareia qualquer dia nublado.
Analu é mãe, braço que abriga, colo que cura, muro que ninguém atravessa quando se trata dos seus.
Dona de si e do amor que oferece, não pede licença pra sentir, não pede desculpa por existir.
É ela quem segura tudo: o corre, os medos, os planos, a fé, a vida inteira pendurada no fio da sua coragem.
Nas palmas das mãos ela guarda uma fortaleza, constrói pontes,
reconstrói ruínas, arruma o mundo no detalhe.
Analu é odara demais, entra em qualquer lugar como quem sabe que merece estar ali.
Ela sabe o que faz, e o que faz é transformar o comum em milagre cotidiano.
Robson POETA
POEMAS 2025