No céu bordado de estrelas, a noite veste tule e sonho. A lua — uma sapatilha dourada — dança no silêncio risonho.
Entre constelações e véus, um cometa ganha forma humana, é bailarina, chama e tempo, rodopiando em luz que emana.
Faz piruetas sobre o vento, traçando trilhas de emoção, como se o universo inteiro batesse palmas em devoção.
E cada estrela, em seu compasso, é nota breve dessa dança, onde o infinito, enamorado, se curva à arte e à esperança.
Robson POETA
POEMAS 2025