Prisão
23/08/2021
Calo-me perante essa jaula
Fico confuso diante de tanta paz
Distante de toda essa fala
Me vejo no conto que se faz!
Me vejo dançando em meio das balas
Onde toda sua raiva
Está exposta na sala
Diante dos olhos de quem sente a prisão!
Diante de tanto sangue
Diante de tantos não
Diante das ordens e desordens
Da mesma nação!
Diante desse mundo
Me vejo entre o vento e o vulcão
Me vejo entre homens da guerra
Me vejo numa terra sem coração
Me vejo nesse mundo de Deus
Onde a gente tenta plantar a paz
Buscando uma nova solução!
Ficamos entre o céu e o inferno
Sonhamos ainda com a salvação!
Fico comigo pensando
Um dia seremos a solidão!?
Robson POETA