O negro é preto
29/04/2021
Meu grito ecoou no pelourinho
E chegou lá em angola
Com o mesmo burburinho
A minha pele se rebelou
Também no Brasil
Entre os açoites e os desgostos
Minha fé não sucumbiu
O sangue borrado na sua cara
É vermelho
A mesma cor do meu carinho
O mesmo sangue que molha o plantio
Que mata a sede
Que alimenta o céu anil
Que resiste ao sol
Ao insulto, ao fuzil
Que chora e clama o respeito
Que jamais se descobriu!
Robson POETA