Um livro do desfecho final se abria sem fim, onde cada página dizia “foi assim”.
Mas logo virava silêncio e continuação, como se o final fosse nova criação.
Não havia última palavra nem conclusão, apenas ciclo eterno de transformação.
Nem todo fim encerra a narração, alguns apenas mudam de direção.
E o livro seguia aberto em suspensão, mostrando que terminar é reinvenção.
Robson POETA