Um rio que se dissolvia no próprio passar, não terminava em queda nem em mar.
Ele virava neblina antes de chegar, como se o destino fosse se transformar.
Nada ali permanecia em fixar, pois tudo aprendia a se desfazer no ar.
Nem todo fluxo precisa se completar, alguns apenas existem para mudar.
E o rio seguia leve em seu caminhar, mostrando que desaparecer é continuar.
Robson POETA