Um farol sem horizonte brilhava no mar, como se o próprio sentido fosse iluminar.
Ele não via destino nem direção no olhar, apenas cumpria o gesto de brilhar.
Mesmo sem linha no mundo para guiar, seguia firme na missão de clarear.
Nem toda luz precisa de lugar, algumas existem apenas para estar.
E o farol seguia aceso em seu pulsar, mostrando que iluminar é se doar.
Robson POETA