Um livro do silêncio final se abria sem som, onde cada página era desapego e tom.
Não havia palavras fixas nem narração, apenas presença pura de contemplação.
Ali tudo se desfazia em compreensão, como se o mundo inteiro virasse respiração.
Nem todo fim é ausência ou conclusão, alguns são apenas pausa de integração.
E o livro permanecia aberto em suspensão, mostrando que o silêncio também é criação.
Robson POETA