Uma cidade sem nome existia na linha do existir, onde nada precisava ser dito para se construir.
As ruas se formavam sozinhas em lenta condução, como pensamentos soltos da criação.
Ninguém perguntava quem era ou sua função, apenas caminhavam juntos na mesma expansão.
Nem toda identidade precisa de explicação, algumas coisas existem na sensação.
E a cidade seguia viva em sua vibração, mostrando que o ser também é construção.
Robson POETA