Um menino encontrou o último espelho no fundo da imaginação, e viu não apenas o rosto, mas toda transformação.
Ali não havia passado nem repetição, só um reflexo profundo de criação.
Ele percebeu em silêncio uma nova direção: olhar para dentro também é visão.
Nem tudo que se vê fora é definição, algumas verdades vivem na percepção.
E o espelho se desfez leve em contemplação, mostrando que o eu também é mutação.
Robson POETA