Uma casa que lembrava tudo ficava no sertão, guardando risos antigos em cada vão.
As paredes não esqueciam nenhuma emoção, nem o tempo levava sua preservação.
Ali o passado vivia sem interrupção, misturado ao presente da construção.
Nem tudo precisa partir da recordação, algumas coisas permanecem na integração.
E a casa seguia viva em sua função, mostrando que lembrar também é habitação.
Robson POETA