Um farol que respirava luz ficava à beira do mar, como se o brilho fosse modo de existir e falar.
Ele não apenas iluminava, mas inspirava o ar, num ritmo suave de vida a pulsar.
Cada sopro era brilho em renovação, cada pausa, silêncio de contemplação.
Nem toda luz é estática em sua função, algumas vivem do fluxo da criação.
E o farol seguia aceso em sua missão, mostrando que até a luz tem respiração.
Robson POETA