POEMAS 2018210 · 2018

A Cidade de Memória Viva

Uma cidade de memória viva respirava no chão, onde cada rua lembrava alguma geração.

As paredes falavam baixo em vibração, como ecos antigos da construção.

Nada ali era esquecido na dissolução, tudo virava parte da permanência então.

Nem toda lembrança precisa de explicação, algumas vivem profundas na sensação.

E a cidade seguia inteira em sua narração, mostrando que lembrar também é construção.

Monograma RPRobson POETA