Um livro do amanhecer se abria sem fim, escrevendo novos dias em constante jardim.
Cada página nascia do próprio existir, sem começo definitivo ou porvir.
Ele não tinha autor fixo nem destino a seguir, pois cada instante escrevia o que há de vir.
Nem tudo precisa acabar para existir, algumas histórias vivem no porvir.
E o livro seguia aberto em seu fluir, mostrando que todo começo é continuar a existir.
Robson POETA