Um vento que curava feridas passava pelo sertão, tocando cada dor antiga em transformação.
Ele não apagava o passado, nem negava a emoção, apenas suavizava a compreensão.
Cada sopro era leveza de renovação, como se o mundo aprendesse a compaixão.
Nem toda cura é ausência de recordação, algumas são presença em integração.
E o vento seguia vivo em sua função, mostrando que o tempo também é redenção.
Robson POETA