Uma cidade de vidro e névoa aparecia ao amanhecer, brilhando e sumindo sem se prender.
Seus prédios eram reflexos da imaginação, e suas ruas mudavam de direção.
Nada ali era sólido em fixação, tudo era passagem e transição.
Nem toda realidade tem definição, algumas existem apenas na percepção.
E a cidade seguia viva em sua expressão, mostrando que o real também é criação.
Robson POETA