Um livro das sombras vivia no fundo da visão, guardando tudo o que foge da observação.
Ele não era negativo, nem tinha intenção, apenas registrava o oculto da percepção.
Cada página era silêncio em reflexão, cada linha, um mistério da compreensão.
Nem tudo que é sombra é negação, algumas escondem luz em formação.
E o livro seguia aberto em sua função, mostrando que o oculto também é criação.
Robson POETA