Um farol que sonhava ficava à beira do mar, imaginando outros mundos além de seu lugar.
Mesmo preso à sua base, sem poder caminhar, via em sonhos distantes formas de viajar.
Sua luz não era só guia, mas também imaginação, projetando possibilidades na escuridão.
Nem toda limitação impede a expansão, pois o sonho abre portas da criação.
E o farol seguia sonhando em sua contemplação, mostrando que até o fixo tem imaginação.
Robson POETA