Um menino encontrou o tempo dobrado dentro da mão, como se passado e futuro vivessem na mesma visão.
Ele via ontem sorrindo ao lado do amanhã, sem fronteira definida entre o já e o que virá.
Percebeu então em silêncio uma nova compreensão: o tempo não é linha reta, mas circulação.
Nem tudo segue em sequência na mesma direção, pois a vida também dobra a percepção.
E o menino ficou ali, em leve contemplação, aprendendo que o agora é expansão.
Robson POETA