Um livro escrito pelo vento nunca tinha conclusão, pois suas páginas eram movimento em expansão.
Cada página era sopro, cada linha direção, cada capítulo mudança de estação.
Ele não tinha autor fixo, nem única razão, pois era escrito pelo mundo em transformação.
Nem tudo precisa terminar para ter expressão, algumas histórias vivem na circulação.
E o livro seguia aberto em sua ampliação, mostrando que o vento também é narração.
Robson POETA