Um menino olhava o mar e via espelhos a brilhar, como se cada onda fosse um modo de refletir e falar.
Ele não sabia distinguir o real do imaginar, pois tudo parecia vivo ao se transformar.
O mar devolvia imagens sem jamais se repetir, como pensamentos soltos a fluir.
Nem tudo que vemos fora permanece igual ao olhar, pois o mundo também muda ao se observar.
E o menino entendia em silêncio essa revelação: ver também é participar da criação.
Robson POETA