POEMAS 2018161 · 2018

O Relógio Sem Ponteiros

Um relógio sem ponteiros ficava na parede a esperar, como se o tempo ali dentro tivesse deixado de andar.

Mas ainda assim ele vivia em silenciosa função, marcando o invisível pulso da transformação.

Nem tudo que não se vê deixa de existir então, há tempos que não se medem com precisão.

E o relógio seguia parado na forma da observação, lembrando que o tempo também é percepção.

Monograma RPRobson POETA