Um menino olhava o rio sem saber sua imensidão, imaginando onde começa e termina sua direção.
As águas corriam livres, sem parar ou explicação, como pensamentos soltos na imaginação.
Ele jogava pequenas folhas em leve observação, vendo-as sumirem longe na corrente da ilusão.
Nem tudo pode ser medido pela percepção, algumas coisas pertencem à contemplação.
E o rio seguia profundo em sua movimentação, ensinando que o infinito vive na imaginação.
Robson POETA