POEMAS 2018135 · 2018

O Velho Banco da Praça

O velho banco da praça guardava conversas e afeto, testemunha silenciosa do que era mais concreto.

Ali sentavam histórias de amor e solidão, de encontros e despedidas na mesma estação.

Ele não falava, mas via tudo em sua posição, como quem entende a vida sem explicação.

Nem tudo precisa agir para ter função, às vezes apenas estar já é contribuição.

E o banco seguia firme em sua ocupação, acolhendo o humano em sua expressão.

Monograma RPRobson POETA