Um jardim feito de pedras guardava estranha beleza, sem flores exuberantes, mas cheio de firmeza.
Cada pedra era memória de algo que resistiu, do tempo que passou lento e não desistiu.
Ali não havia pressa, nem mudança constante, apenas permanência viva e instante.
Nem tudo precisa florescer para ter expressão, há beleza naquilo que vive em sustentação.
E o jardim mostrava quieto, em sua composição, que até o silêncio pode ser forma de criação.
Robson POETA