Sob a sombra do ipê o mundo parecia parar, como se o tempo descansasse antes de continuar.
Ali se ouviam conversas sem pressa de terminar, e o vento brincava leve sem nada apressar.
As flores caídas no chão eram lembranças do florescer, de que tudo tem seu ciclo de nascer e desaparecer.
Nada ali era permanente, mas tudo tinha valor, até a queda da flor tinha seu esplendor.
E o ipê ensinava suave, em sua estação de flor, que o belo também existe no que é passageiro e amor.
Robson POETA