A ponte velha de madeira rangia ao ser atravessada, como se contasse histórias de cada ida e passada.
Milhares cruzaram seus tábuas em silêncio ou em emoção, levando vida, pressa ou alguma intenção.
Ela não exigia pressa, nem julgava o caminhante, apenas cumpria seu papel constante e constante.
Com o tempo aprendeu que sustentar é missão, mesmo quando há desgaste na própria condição.
E a ponte permanecia firme, em sua simples expressão, ensinando que resistir também é construção.
Robson POETA