Quando o dia se despedia e a luz começava a sumir, uma flor noturna abria sem precisar competir.
Não buscava o brilho do sol, nem o olhar da multidão, florescia em sua hora própria na calma da escuridão.
Há belezas que não dependem de exposição ou razão, apenas existem completas na própria criação.
Nem todo talento aparece no momento da exibição, alguns se revelam devagar na sua condição.
E a flor noturna ensinava em sua suave expansão, que cada um tem seu tempo de revelação.
Robson POETA