O lavrador despertava cedo, antes do sol clarear o chão, levando nas mãos a esperança e a força da preparação.
Cada sulco na terra aberta era um gesto de atenção, como quem escreve futuro com paciência e dedicação.
Nem toda semente plantada nasce na mesma estação, algumas pedem silêncio, outras, mais observação.
Ele aprendia com o tempo a respeitar a variação, pois a vida também cultiva ritmos de criação.
E o lavrador seguia firme, em constante devoção, sabendo que toda colheita nasce da intenção.
Robson POETA