POEMAS 2018112 · 2018

O Sino da Memória

Num canto da velha igreja havia um sino esquecido, mas seu som ainda vivia no tempo vivido.

Ele já não marcava horas, nem chamava a oração, mas guardava ecos antigos dentro do coração.

Cada badalada passada ainda parecia soar, como lembrança viva a insistir em ficar.

A memória também é sino que insiste em tocar, trazendo o que foi importante para não se apagar.

E o sino permanecia, em silenciosa emoção, lembrando que o passado também faz construção.

Monograma RPRobson POETA