Num canto da velha igreja havia um sino esquecido, mas seu som ainda vivia no tempo vivido.
Ele já não marcava horas, nem chamava a oração, mas guardava ecos antigos dentro do coração.
Cada badalada passada ainda parecia soar, como lembrança viva a insistir em ficar.
A memória também é sino que insiste em tocar, trazendo o que foi importante para não se apagar.
E o sino permanecia, em silenciosa emoção, lembrando que o passado também faz construção.
Robson POETA