Na estação movimentada, um relógio observava tudo, partidas apressadas, reencontros e o mundo.
Via abraços emocionados, olhares de despedida, e sonhos embarcando em cada nova partida.
Os trens chegavam e partiam em constante renovação, lembrando que a vida também é feita de transição.
Nem todo adeus representa o fim de uma ligação, às vezes é apenas o início de outra construção.
Quem aprende a aceitar os ciclos da ocasião, descobre beleza até mesmo na transformação.
E o relógio seguia atento, em silenciosa observação, marcando o compasso da mudança e da evolução.
Robson POETA