No vale cercado de montes, trabalhava um velho oleiro, moldando vasos e potes com cuidado verdadeiro.
O barro chegava informe, sem forma ou direção, mas ganhava nova vida em suas mãos.
A roda girava lenta, como o tempo a ensinar, que certas transformações não podem se apressar.
Cada toque corrigia uma pequena imperfeição, sem destruir a essência daquela criação.
Assim também amadurece o humano coração, pela experiência, pelo afeto e pela reflexão.
E o oleiro repetia, em silenciosa dedicação, que toda vida é uma obra em permanente construção.
Robson POETA