O velho sapateiro trabalhava com atenção, recuperando caminhos guardados em cada calção.
Sapatos desgastados chegavam ao seu balcão, trazendo marcas de viagens, trabalho e superação.
Com linha, couro e paciência, ele iniciava a reparação, devolvendo utilidade à antiga construção.
Nem tudo que apresenta desgaste precisa ser abandonado então, algumas coisas merecem cuidado, tempo e restauração.
Assim também acontece com a amizade e o coração, que muitas vezes precisam apenas de diálogo e compreensão.
E o sapateiro ensinava, em sua oficina de chão, que recuperar também é uma forma de valorização.
Robson POETA