No centro da praça antiga crescia uma árvore frondosa, que recebia visitantes alados de forma generosa.
Pardais, sabiás e canários encontravam abrigo ali, sem disputarem a sombra daquele grande ipê-jardim.
Cada pássaro possuía um canto particular, mas todos compartilhavam o mesmo lugar.
A árvore compreendia sem qualquer explicação, que a diversidade fortalece a beleza da criação.
O respeito não exige que todos sejam iguais, apenas que convivam com sentimentos leais.
E seus galhos ensinavam em silenciosa lição, que há espaço para muitos sob a mesma proteção.
Robson POETA