POEMAS 2018046 · 2018

O Relógio de Bolso

Um senhor carregava um relógio de bolso especial, recebido de seu avô em momento memorial.

Não era feito de ouro, nem possuía grande valor, mas guardava lembranças de carinho e amor.

Cada marca em sua superfície contava uma situação, como páginas invisíveis de uma longa narração.

Os objetos mais queridos raramente valem pelo preço, e sim pelas histórias que carregam em seu endereço.

Assim acontece com afetos, amizades e união, que se fortalecem no tempo pela convivência e dedicação.

E o relógio seguia marcando não apenas a duração, mas também o valor da memória no coração.

Monograma RPRobson POETA