Um senhor carregava um relógio de bolso especial, recebido de seu avô em momento memorial.
Não era feito de ouro, nem possuía grande valor, mas guardava lembranças de carinho e amor.
Cada marca em sua superfície contava uma situação, como páginas invisíveis de uma longa narração.
Os objetos mais queridos raramente valem pelo preço, e sim pelas histórias que carregam em seu endereço.
Assim acontece com afetos, amizades e união, que se fortalecem no tempo pela convivência e dedicação.
E o relógio seguia marcando não apenas a duração, mas também o valor da memória no coração.
Robson POETA