Uma ponte de madeira ligava as margens do riacho, unindo dois caminhos sem fazer qualquer despacho.
Não perguntava a origem de quem por ela passava, apenas cumpria seu papel sempre que alguém chegava.
Sob seus pés corriam águas, mudando sem cessar, enquanto a ponte permanecia a ajudar a atravessar.
Há pessoas que vivem assim, criando aproximação, entre ideias diferentes e gente de toda condição.
Elas preferem construir ao invés de separar, sabendo que o entendimento permite avançar.
E a velha ponte ensinava, em sua simples função, que unir vale mais que qualquer divisão.
Robson POETA