A chuva tocava a janela com seu delicado tamborilar, enquanto a casa permanecia em tranquilo observar.
As gotas formavam caminhos sobre o vidro transparente, como pequenos rios passageiros desenhados lentamente.
Cada gota parecia contar uma história diferente, sobre partidas, encontros e o passar do tempo presente.
Nada na chuva permanecia, tudo estava a mudar, mesmo quando parecia apenas cair sem parar.
A vida também desenha marcas em nossa caminhada, algumas desaparecem logo, outras deixam memória guardada.
E a chuva ensinava baixinho, em sua suave canção, que tudo flui e se transforma na corrente da criação.
Robson POETA